CRISTIANE FABRIS
Graças a Deus meu pai me incentivou muito à leitura na infância, comprava-me gibis da Mônica, Donald, Luluzinha; revistinhas como: Recreio,clássicos como: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho...e até uma sonata com disquinhos de vinil coloridos com tais hitorinhas...rs. Inesquecível! Porém o que mais marcou a minha infância foi um livro grosso,de capa dura e vermelha,com as aventuras de Christovão,um cão (sempre amei animais),eram muitos capítulos e a cada noite papai contava um, na cama, antes de eu dormir. Meu pai, que foi radialista e comentarista de rádio, lia muitíssimo bem,com interpretação, entonação e calma na voz , pois o bom leitor lê calmamente.
Christovão era um cachorro arteiro, astuto e amoroso... aprontava cada uma: fugia, rolava na terra, afanava o bife do almoço, puxava a calça do leiteiro,enfim, foram mil travessruas, que eu esperava ansiosamente todas as noites.
Não me lembro quanto tempo durou tais leituras,sei que o livro era bem grosso, e que anos depois eu o relia sozinha, ja com outra visão, mas sempre com aquela mesma emoção que papai me causava a cada noite, viajando comigo para o mundo fantástico de Christovão, o cão que eu não tive na infância, pois minha mãe não permitia, apenas gatos...rs.
Não sei se Christovão matou em mim o desejo de ter um cão ou se aumentou essa vontade, mas em minha imaginação aquele cachorro foi meu a cada historia lida, pois vivi todas emoções de todas as aventuras!
DEMERCINA LAGO COELHO DE MEDEIROS
Meu primeiro contato com a escrita foi aos seis anos, meu irmão mais velho me ensinou a escrever meu nome, com letra bastão, apenas decorei. Naquela época havia poucas escolas, por isso entrávamos tarde. Comecei a estudar com quase oito anos, já me esquecera de como se escrevia o meu nome, tinha de recomeçar. Felizmente tive uma excelente professora, Dona Norma, a qual marcou minha vida com sua didática, ensinava-nos com tanto empenho, aquelas letras, que iam virando palavras, pequenos textos, e no final de cada aula tomava a leitura dos alunos, como se fosse um “o que aprendi hoje”, então eu ficava encantada com o mundo da leitura e da escrita, cada vez mais, ia aprendo e gostando desse mundo, quando minha mãe me levava para passear ou mesmo acompanhá-la para resolver algo, eu não perdia tempo, lia todas as placas, indicações dentro do ônibus, cartazes, não me interessava o que era, somente queria ler. Já na quinta série eu tive a minha primeira experiência com a literatura pra valer, a professora recomendou o livro “A montanha encantada” de Maria José Dupré, li este livro umas dez vezes, por ali eu viajava dentro daquela montanha, sonhava, era o mundo perfeito de toda criança aventureira.
ELISABETE LUCHEZI MORI
A minha experiência com a leitura começou na primeira série do ensino fundamental. A minha primeira professora chamada Nilcéia foi a grande contadora de história, e deixou-me fascinada pelos contos de fadas. Ainda em fase de alfabetização, ela sempre lia um conto de fada em sala de aula para todos os alunos. Eu viajava nesse mundo fantástico das histórias e queria muito aprender a ler para poder lê-las sozinha, pois queria guardar na memória cada detalhe das histórias. Como iniciei meus estudos numa escola rural, não fiz jardim e nem o pré. Daí a vontade de aprender logo. Felizmente, após alguns meses, percebia que estava conseguindo, ainda que vagarosamente, ler e compreender os trechinhos das historinhas e cantigas apresentadas pela professora, grande era minha alegria! Ao chegar o final daquele ano, a professora escolheu a história "Chapeuzinho Vermelho" para ensaiarmos e apresentarmos para os outros alunos da escola (havia mais duas salas de aula, além da minha), fui escolhida para ser a Chapeuzinho e guardo às lembranças dessa apresentação até hoje, lembro-me dos meus amigos, do local exato onde apresentamos para todos, os pais que tiveram a oportunidade de assistir, enfim, a leitura vivenciada dentro da sala de aula transformou-se em algo muito maior, lembranças e aprendizagens inesquecíveis. A partir do despertar para a leitura, os anos seguintes de estudo foram de intensas descobertas. Os livros de aventura "A Ilha Perdida", "Os Barcos de Papel" e outros, foram sendo lidos e prestigiados também, graças ao incentivo de muitos outros professores.
Tive bastantes momentos bons de escrita, porém, um desses momentos aconteceu, graças a uma professora de psicologia da faculdade, Adriana. Ela propôs um trabalho de escrita sobre "o livro da vida", nesse projeto que duraria o ano todo, nós, alunos, teríamos que escrever sobre a nossa vida, conhecer e relatar a vida de nossos pais, avós e familiares. Esse trabalho ajudou-me a compreender a importância das pessoas que temos ao nosso lado, e ao mesmo tempo, possibilitou-me ouvir grandes e surpreendentes relatos que não teria conhecido e muito menos vivenciado. Através da atenção a esses relatos, consegui escrever e enriquecer de detalhes o meu livro da vida, portanto, a escrita é sempre construída através de experiências de leituras, sejam elas feitas em livros ou realizadas no dia a dia da própria vida compartilhada.
Graças a Deus meu pai me incentivou muito à leitura na infância, comprava-me gibis da Mônica, Donald, Luluzinha; revistinhas como: Recreio,clássicos como: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho...e até uma sonata com disquinhos de vinil coloridos com tais hitorinhas...rs. Inesquecível! Porém o que mais marcou a minha infância foi um livro grosso,de capa dura e vermelha,com as aventuras de Christovão,um cão (sempre amei animais),eram muitos capítulos e a cada noite papai contava um, na cama, antes de eu dormir. Meu pai, que foi radialista e comentarista de rádio, lia muitíssimo bem,com interpretação, entonação e calma na voz , pois o bom leitor lê calmamente.
Christovão era um cachorro arteiro, astuto e amoroso... aprontava cada uma: fugia, rolava na terra, afanava o bife do almoço, puxava a calça do leiteiro,enfim, foram mil travessruas, que eu esperava ansiosamente todas as noites.
Não me lembro quanto tempo durou tais leituras,sei que o livro era bem grosso, e que anos depois eu o relia sozinha, ja com outra visão, mas sempre com aquela mesma emoção que papai me causava a cada noite, viajando comigo para o mundo fantástico de Christovão, o cão que eu não tive na infância, pois minha mãe não permitia, apenas gatos...rs.
Não sei se Christovão matou em mim o desejo de ter um cão ou se aumentou essa vontade, mas em minha imaginação aquele cachorro foi meu a cada historia lida, pois vivi todas emoções de todas as aventuras!
DEMERCINA LAGO COELHO DE MEDEIROS
Meu primeiro contato com a escrita foi aos seis anos, meu irmão mais velho me ensinou a escrever meu nome, com letra bastão, apenas decorei. Naquela época havia poucas escolas, por isso entrávamos tarde. Comecei a estudar com quase oito anos, já me esquecera de como se escrevia o meu nome, tinha de recomeçar. Felizmente tive uma excelente professora, Dona Norma, a qual marcou minha vida com sua didática, ensinava-nos com tanto empenho, aquelas letras, que iam virando palavras, pequenos textos, e no final de cada aula tomava a leitura dos alunos, como se fosse um “o que aprendi hoje”, então eu ficava encantada com o mundo da leitura e da escrita, cada vez mais, ia aprendo e gostando desse mundo, quando minha mãe me levava para passear ou mesmo acompanhá-la para resolver algo, eu não perdia tempo, lia todas as placas, indicações dentro do ônibus, cartazes, não me interessava o que era, somente queria ler. Já na quinta série eu tive a minha primeira experiência com a literatura pra valer, a professora recomendou o livro “A montanha encantada” de Maria José Dupré, li este livro umas dez vezes, por ali eu viajava dentro daquela montanha, sonhava, era o mundo perfeito de toda criança aventureira.
ELISABETE LUCHEZI MORI
A minha experiência com a leitura começou na primeira série do ensino fundamental. A minha primeira professora chamada Nilcéia foi a grande contadora de história, e deixou-me fascinada pelos contos de fadas. Ainda em fase de alfabetização, ela sempre lia um conto de fada em sala de aula para todos os alunos. Eu viajava nesse mundo fantástico das histórias e queria muito aprender a ler para poder lê-las sozinha, pois queria guardar na memória cada detalhe das histórias. Como iniciei meus estudos numa escola rural, não fiz jardim e nem o pré. Daí a vontade de aprender logo. Felizmente, após alguns meses, percebia que estava conseguindo, ainda que vagarosamente, ler e compreender os trechinhos das historinhas e cantigas apresentadas pela professora, grande era minha alegria! Ao chegar o final daquele ano, a professora escolheu a história "Chapeuzinho Vermelho" para ensaiarmos e apresentarmos para os outros alunos da escola (havia mais duas salas de aula, além da minha), fui escolhida para ser a Chapeuzinho e guardo às lembranças dessa apresentação até hoje, lembro-me dos meus amigos, do local exato onde apresentamos para todos, os pais que tiveram a oportunidade de assistir, enfim, a leitura vivenciada dentro da sala de aula transformou-se em algo muito maior, lembranças e aprendizagens inesquecíveis. A partir do despertar para a leitura, os anos seguintes de estudo foram de intensas descobertas. Os livros de aventura "A Ilha Perdida", "Os Barcos de Papel" e outros, foram sendo lidos e prestigiados também, graças ao incentivo de muitos outros professores.
Tive bastantes momentos bons de escrita, porém, um desses momentos aconteceu, graças a uma professora de psicologia da faculdade, Adriana. Ela propôs um trabalho de escrita sobre "o livro da vida", nesse projeto que duraria o ano todo, nós, alunos, teríamos que escrever sobre a nossa vida, conhecer e relatar a vida de nossos pais, avós e familiares. Esse trabalho ajudou-me a compreender a importância das pessoas que temos ao nosso lado, e ao mesmo tempo, possibilitou-me ouvir grandes e surpreendentes relatos que não teria conhecido e muito menos vivenciado. Através da atenção a esses relatos, consegui escrever e enriquecer de detalhes o meu livro da vida, portanto, a escrita é sempre construída através de experiências de leituras, sejam elas feitas em livros ou realizadas no dia a dia da própria vida compartilhada.
Nossa que interessante os Relatos de vocês.
ResponderExcluirA escrita e leitura de cada uma fez eu relembrar muitos fatos de minha infância, nas quais eu vivi,principalmente da Debora que ela fala que o filho é apaixonado pela leitura, que bom que já temos futuros leitores,parabéns meninas maravilhoso o blog de vocês. Abraços Rosimeire Germano