sexta-feira, 21 de junho de 2013

Estratégias e recursos da aula
Primeira etapa:
Professor: apresente as imagens abaixo aos alunos e peça-lhes que observem com atenção a relação apresentada entre os personagens. Solicite que façam o levantamento de hipóteses sobre o tema da aula (Amor) e justifiquem essas hipóteses levantadas.


Após os alunos levantarem as hipóteses, esclareça que a aula tratará de obras, textos, mídia… com o tema  amor.
- Providencie uma cópia do texto abaixo para os alunos
Texto I
Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto
É dificil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
" Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de reperente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.
- Peça aos alunos que façam uma leitura silenciosa do texto e depois leia-o você em voz alta para que eles ouçam.
- Faça, oralmente, as seguintes perguntas aos alunos:
§                                 Vocês já conheciam esse texto?
§                                 O que acharam dele?
§                                 Qual o tema tratado no texto?
§                                 A seu ver, qual o público alvo desse texto? Explique.
- Após esse pequeno debate, entregue aos alunos uma cópia das atividades propostas abaixo.
Exercícios:
1.O texto que você leu faz parte da obra Balada do primeiro amor, de Antonio Barreto. Nele, a protagonista é uma adolescente, Larissa, que no trecho lido conta um momento importante de sua vida. 
a) Que momento é esse?
b) Quando e onde aconteceu?
c) Com quem ela viveu essa experiência?
d) Qual o ponto de vista da narrativa: primeira ou terceira pessoa? Justifique com trechos do texto.
e) Qual o efeito causado por essa escolha do ponto de vista?
- Professor: na última pergunta, espera-se que o aluno perceba que, ao contar uma história em primeira pessoa, o autor consegue exprimir mais veracidade e mais emoção.
2. Releia o texto e procure pistas que o ajudem a responder as questões abaixo.
a) O que faz o menino ser chamado de “Cultura Inútil” e “Culta”? Justifique sua resposta.
b) Quanto tempo se passou entre o recebimento do bilhete e o primeiro beijo? Justifique.
3.Como você pode constatar, no primeiro parágrafo, a narradora muda de opinião a respeito da experiência do primeiro beijo.
a) Qual é o primeiro julgamento que ela faz? Retire do texto um trecho que ilustre sua resposta.
b) E o segundo julgamento? Ilustre também com um trecho do texto.
4. Aponte mudanças que ocorreram com a narradora-personagem em relação ao menino.
5. Que estratégia o menino usou para que a menina mudasse seu comportamento em relação a ele?
6. Releia “(...) tínhamos transposto, juntos, o abismo do primeiro beijo.”  A expressão em negrito contém uma figura de linguagem.
a) Que figura é essa?
b) A que se refere essa figura?
7. O que o trecho “(...) as contas do telefone aumentaram, depois diminuíram...” quer dizer?
8. Que opção melhor retrata o tratamento dado ao sentimento amor no texto?
a) O amor infinito, disposto a enfrentar qualquer barreira.
b) O amor como sentimento não correspondido, vivido e sofrido por apenas um ser.
c) O amor como descoberta feita por dois seres, que vão tirando lições das histórias vividas.
d) O amor idealizado, perfeito, fruto de uma paixão ardente que nunca se acaba.
9. No texto, não fica claro qual o desfecho da narrativa. A seu ver, como terminou essa história?
- Dê tempo para que os alunos façam as atividades e depois corrija esses exercícios  oralmente. Ouça as respostas dadas por eles e complete-as, caso necessário.
Segunda etapa:
- Professor: retomando o texto lido anteriormente, destaque com os alunos os elementos da narrativa.
- Apresente para os alunos (em transparências, cópias de textos ou mesmo no quadro) as seguintes teorias.
“A narração é um relato centrado num fato ou acontecimento; há personagens a atuar e um narrador que relata a ação. O tempo e o ambiente (ou cenário) são outros elementos importantes na estrutura da narração.O enredo, ou trama, ou intriga, é, podemos dizer, o esqueleto da narrativa, aquilo que dá sustentação à história, ou seja, é o desenrolar dos acontecimentos. Geralmente, o enredo está centrado num conflito, responsável pelo nível de tensão da narrativa; podemos ter um conflito entre o homem e o meio natural (como ocorre em alguns romances modernistas), entre o homem e o meio social, até chegarmos a narrativas que colocam o homem contra si próprio (como ocorre em romances introspectivos).”
- Relembre o texto lido ( Meu Primeiro Beijo, de Antonio Barreto) e peça que os alunos, oralmente, indiquem o enredo do trecho, destacando o conflito apresentado.
- Apresente então outra parte da teoria.
“Os seres que atuam, isto é, que vivem o enredo, são as personagens. Em geral a personagem bem construída representa uma individualidade, apresentando, inclusive, traços psicológicos distintos. Há personagens que não representam individualidades, mas sim tipos humanos, identificados antes pela profissão, pelo comportamento, pela classe social, enfim, por algum traço distintivo comum a todos os indivíduos dessa categoria. E há também personagens cujos traços de personalidade ou padrões de comportamento são extremamente acentuados (às vezes tocando o ridículo); nesses casos, muito comuns em novelas de televisão, por exemplo, temos personagens caricaturais.”
“O ambiente é o espaço por onde circulam personagens e se desenrola o enredo.”
“Toda narrativa tem uma duração, ocorre num certo segmento de tempo. O tempo da narrativa envolve várias dimensões: os acontecimentos podem ser narrados de forma mais ou menos rápida, em diferentes ordens temporais (cronológicas ou não); cobrindo períodos longos ou curtos de tempo; localizados em diferentes épocas e assim por diante.”
Fonte: Português: Língua e Cultura, Volume Único - Carlos Alberto Faraco – 1ª edição. Editora: Do Brasil - Ano: 2003
- Professor: peça que os alunos pontuem, oralmente, tais elementos apresentados no texto lido. Para isso faça perguntas como:
§                                 Quais os personagens envolvidos no texto lido Meu Primeiro Beijo ?
§                                 No texto, há personagens secundários?
§                                 Pontue alguns traços psicológicos notados nos personagens.
§                                 Em que espaço se dão os acontecimentos?
§                                 O tempo da narrativa é apresentado de forma cronológica ou não? A trama cobre um período longo ou curto de tempo?
- Peça sempre que os alunos justifiquem suas respostas. Quando for pertinente, solicite-lhes que destaquem trechos do texto que ilustrem as respostas dadas.
- Professor: acesse o link abaixo e passe o vídeo para os alunos assistirem em aula. Se preferir, leve-os até a sala de informática para que eles mesmos acessem o vídeo na internet.

Texto II
Eduardo E Mônica
Legião Urbana
Composição: Renato Russo
Quem um dia irá dizer/Que existe razão?/Nas coisas feitas pelo coração?/E quem irá dizer/Que não existe razão?/Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar/Ficou deitado e viu que horas eram/Enquanto Mônica tomava um conhaque/No outro canto da cidade, como eles disseram.../Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer/E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer.../Um carinha do cursinho do Eduardo que disse:/"Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir/"Festa estranha, com gente esquisita/"Eu não 'to' legal, não aguento mais birita/"E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais/Sobre o boyzinho que tentava impressionar/E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa/"É quase duas, eu vou me ferrar.../"Eduardo e Mônica trocaram telefone/Depois telefonaram e decidiram se encontrar/O Eduardo sugeriu uma lanchonete,/Mas a Mônica queria ver o filme do Godard/Se encontraram então no parque da cidade/A Mônica de moto e o Eduardo de camelo/O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar/Mas a menina tinha tinta no cabelo/Eduardo e Mônica era nada parecidos/Ela era de Leão e ele tinha dezesseis/Ela fazia Medicina e falava alemão/E ele ainda nas aulinhas de inglês/Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus De Van Gogh/ e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud/E o Eduardo gostava de novela/E jogava futebol-de-botão com seu avô/Ela falava coisas sobre o Planalto Central/Também magia e meditação/E o Eduardo ainda tava no esquema "escola, cinema,clube, televisão"./E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente/Uma vontade de se ver/E os dois se encontravam todo dia/E a vontade crescia como tinha de ser.../Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia/Teatro, artesanato, e foram viajar/A Mônica explicava pro Eduardo/Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar.../Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer/E decidiu trabalhar/E ela se formou no mesmo mês/Que ele passou no vestibular/E os dois comemoraram juntos/E também brigaram juntos, muitas vezes depois/E todo mundo diz que ele completa ela/E vice-versa, que nem feijão com arroz/Construíram uma casa há uns dois anos atrás/Mais ou menos quando os gêmeos vieram/Batalharam grana, seguraram legal/A barra mais pesada que tiveram/Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília/E a nossa amizade dá saudade no verão/Só que nessas férias, não vão viajar/Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação/Ah! Ahan!/E quem um dia irá dizer/Que existe razão/Nas coisas feitas pelo coração?/E quem irá dizer/Que não existe razão!

- Distribua a letra da música para os alunos e proponha as seguintes perguntas que poderão ser realizadas oralmente ou por escrito:
§                                 O que há em comum entre a música ouvida agora e o texto lido Meu Primeiro Beijo? (Espera-se que os alunos percebam a semelhança na temática dos dois textos – amor, relacionamentos)
§                                 Podemos dizer que a música ouvida é uma narrativa? Por quê?
§                                 Quais os personagens apresentados na música?
§                                 O narrador é personagem ou observador? Justifique sua resposta.
§                                 Os acontecimentos narrados acontecem de forma mais ou menos rápida? A ordem é cronológica ou não? Cobrem um período longo ou curto de tempo?
§                                 A história se passa em um espaço delimitado? Destaque do texto trechos que se referem ao espaço.
§                                 Que fato deu origem à narrativa?
§                                 Fica claro na música o desfecho da narrativa? Qual é o desfecho?
§                                 A seu ver, a visão do amor aqui apresentada é a mesma do texto anterior? Justifique.

Assistir ao video clip da música acima com o propósito de comparar o video e a música

Terceira etapa:
-Distribua para os alunos o texto abaixo.
Texto III
TRAGÉDIA BRASILEIRA
Manuel Bandeira
Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade, conheceu Maria Elvira na Lapa, - prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria.Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria.
Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado.Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada. Não fez nada disso: mudou de casa.
Viveram três anos assim.
Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa.         
Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos...         
Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.
- Peça  aos alunos que façam uma leitura silenciosa e depois sugira que cada um leia uma parte do texto.
- Após a leitura, ressalte a semelhança na temática desse texto com a dos demais textos trabalhados até agora. Peça que produzam e entreguem a você um pequeno texto tratando das diferenças e semelhanças do tratamento dado aos relacionamentos nos textos trabalhados. Solicite que apontem o texto que retrata melhor o amor vivido nos tempos de hoje.
- Após dar tempo para produzirem o texto solicitado, passe para eles as atividades propostas abaixo.
Atividades
Como você já sabe, um texto narrativo deve responder a algumas perguntas básicas:
O QUÊ? – o(s) fato(s) que determina(m) a história;
QUEM ? _ a personagem ou personagens;
COMO? _ o enredo, o modo como se tecem os fatos;
ONDE? _ o lugar ou lugares da ocorrência;
QUANDO? _ o momento ou momentos em que se passam os fatos;
POR QUÊ? _ a causa do acontecimento.
1.O texto que você acabou de ler é do tipo narrativo. Assim sendo, destaque  os elementos pontuados acima:
•O quê?
•Quem?
•Como?
•Onde?
•Quando?
•Por quê?
2. "Convencionalmente, o enredo da narração pode ser assim estruturado:
•exposição (apresentação das personagens e/ou do cenário e/ou da época),
•desenvolvimento (desenrolar dos fatos apresentandos complicação e clímax) e
•desfecho (arremate da trama).
Entretanto, há diferentes possibilidades de se compor uma trama, seja iniciá-la pelo desfecho, construí-la apenas através de diálogos, ou mesmo fugir ao nexo lógico de episódios.Escritores (romancistas, contistas, novelistas) não compõem um texto estritamente narrativo. O que eles produzem é um tecido literário em que aparecem, além da narração, segmentos descritivos e dissertativos.As narrativas mais longas podem explorar mais detalhadamente as noções de tempo – cronológico (marcado pelas horas, por datas) ou psicológico (marcado pelo fluxo do inconsciente) – e de espaço (cenário, paisagem, ambiente).O envolvimento de várias personagens e os múltiplos núcleos de conflito em torno de uma situação também são comuns nas narrativas extensas.”
Quanto à estrutura da narrativa convencional, destaque do texto Tragédia Brasileira os seguintes trechos:
•a exposição
•o desenvolvimento
•o desfecho
- Professor: dê tempo para os alunos fazerem as atividades e depois as corrija oralmente. É importante que você leia com os alunos os trechos teóricos apresentados e vá explanando melhor, esclarecendo as dúvidas que forem surgindo.
Análise e discussão oral com a obra “O Beijo”


Pedir aos alunos pesquisa sobre outras obras de arte com o mesmo tema.

Recursos Complementares
Para mais informações, acesse:
§                                 http://educacao.uol.com.br/portugues/narrativa-literaria.jhtm
§                                 http://www.radames.manosso.nom.br/retorica/notlit.htm
§                                 http://blogs.abril.com.br/singrandohorizontes/2008/09/que-narracao.html
Avaliação
Professor: a avaliação deve ser feita ao longo das aulas, com a correção dos exercícios, observação da fixação dos conteúdos, desenvolvimento e envolvimento dos alunos durante o projeto.
Outra atividade avaliativa é a produção de um texto narrativo, conforme proposta a seguir:
•Após estudarmos três textos narrativos com a temática dos relacionamentos pessoais, chegou sua vez de produzir uma narrativa sobre o mesmo tema: relacionamento, amor, paixão. Para isso, pense em todos os elementos da narrativa estudados (enredo, personagens, tempo, espaço, exposição, desenvolvimento, desfecho) e mãos à obra. Não esqueça de revisar seu texto antes de entregá-lo ao professor.
Professor: corrija os textos e proponha a reescrita de acordo com as orientações dadas.
G3: Flávia, Débora, Andresa, Patrícia, Cristiane, Vânia.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Apresentação do blog



O blog "Encante-se pela leitura" deseja despertar o interesse de diferentes tipos de leitores. Compartilharemos a nossa experiência como educadoras em relação à fantástica aventura das palavras, mais especificamente, leitura e escrita.

Somos cinco professoras do ensino fundamental II de língua portuguesa, estamos participando de um programa de formação à distância de educadores. Este curso de formação "Melhor Gestão, Melhor Ensino" busca conscientizar-nos sobre a importância de utilizarmos diversas formas de abordagens de atividades de leitura e escrita em nossas salas de aula, principalmente, a utilização de novos recursos tecnológicos para desenvolvermos essas atividades, pois os alunos valorizam muito esses recursos, portanto, este momento auxilia-nos nesse processo de conscientização e de mudança de atitudes metodológicas.

Queremos contar com a sua participação, amigo leitor. Sinta-se à vontade para comentar e dar sugestões. Desde já, agradecemos a sua colaboração.

Perfil do grupo



CRISTIANE FABRIS

Jaú-SP



Sou professora de Português da EE "Dr.Tolentino Miraglia", em Jaú. E também professora de Inglês pela Prefeitura Municipal de Jaú.




DENIZE BARBAN SALINA MARIO
Jaú-SP



Sou Denize, leciono há anos, e quero compartilhar saberes e experiências com meus colegas. Sou extrovertida e sociável, comprometida com a melhoria da educação pública.





ELISABETE LUCHEZI MORI




Barra Bonita-SP



Olá a todos,

Primeiramente, espero trocar muitas experiências com meus novos colegas de trabalho. O início de um novo curso nos motiva a querer modificar muitas coisas no nosso modo de agir.

Sou professora do Estado há 9 anos, trabalho na cidade de Igaraçu do Tietê. Fui removida para esta cidade no início do ano, apesar de ser uma escola nova para mim, conhecia alguns professores que comigo trabalham. Moro em Barra Bonita, vivo com minha família, marido e minha filha de 11 meses. Adoro fazer caminhada e passear com minha filhota. Gosto muito de assistir filmes, porém, não estou tendo muitas oportunidades. "Memórias Póstumas de Brás Cubas", é o melhor livro que já li, sensacional. Tenho muitos sonhos. Um deles é realizar uma viagem internacional e fazer um curso no exterior.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Primeiras experiências como leitora

CRISTIANE FABRIS



Graças a Deus meu pai me incentivou muito à leitura na infância, comprava-me gibis da Mônica, Donald, Luluzinha; revistinhas como: Recreio,clássicos como: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho...e até uma sonata com disquinhos de vinil coloridos com tais hitorinhas...rs. Inesquecível! Porém o que mais marcou a minha infância foi um livro grosso,de capa dura e vermelha,com as aventuras de Christovão,um cão (sempre amei animais),eram muitos capítulos e a cada noite papai contava um, na cama, antes de eu dormir. Meu pai, que foi radialista e comentarista de rádio, lia muitíssimo bem,com interpretação, entonação e calma na voz , pois o bom leitor lê calmamente.

Christovão era um cachorro arteiro, astuto e amoroso... aprontava cada uma: fugia, rolava na terra, afanava o bife do almoço, puxava a calça do leiteiro,enfim, foram mil travessruas, que eu esperava ansiosamente todas as noites.

Não me lembro quanto tempo durou tais leituras,sei que o livro era bem grosso, e que anos depois eu o relia sozinha, ja com outra visão, mas sempre com aquela mesma emoção que papai me causava a cada noite, viajando comigo para o mundo fantástico de Christovão, o cão que eu não tive na infância, pois minha mãe não permitia, apenas gatos...rs.


Não sei se Christovão matou em mim o desejo de ter um cão ou se aumentou essa vontade, mas em minha imaginação aquele cachorro foi meu a cada historia lida, pois vivi todas emoções de todas as aventuras!




DÉBORA SHIRLEI VOLPATO



A minha primeira experiência com a leitura ocorreu quando era bem pequenina, pois minha mãe todas as noites narrava uma história inusitada antes de dormir, era um livro de Monteiro Lobato, Reinações de Narizinho, mas como tinha três anos, pensava que minha mãe olhando para aquele livro ela que inventava a história, muitas vezes elas nos contava causos de assombração e não utilizava livro algum, isso fazia com que a achasse super, hiper, mega inteligente. Quando comecei a ser alfabetizada, obtive uma grande descoberta, minha mãe somente lia. Mas a leitura que ela fazia nos permitia viajar em nossa imaginação. Não tinha muitos livros, mas minha mãe sempre nos contou muitas histórias com livro ou sem livro, isso nos proporcionou o gosto pela leitura. Hoje sou mãe e educadora e segui os passos da minha mãe, só que hoje com mais recurso, com um pequeno acervo de literatura infantil e gibis para o meu filho, quando estava grávida cantava e contava pequenas histórias para ele, agora o Gabriel tem sete anos e é um leitor, pois ama ler. Começou a ler quando tinha cinco aninhos.


DEMERCINA LAGO COELHO DE MEDEIROS



Meu primeiro contato com a escrita foi aos seis anos, meu irmão mais velho me ensinou a escrever meu nome, com letra bastão, apenas decorei. Naquela época havia poucas escolas, por isso entrávamos tarde. Comecei a estudar com quase oito anos, já me esquecera de como se escrevia o meu nome, tinha de recomeçar. Felizmente tive uma excelente professora, Dona Norma, a qual marcou minha vida com sua didática, ensinava-nos com tanto empenho, aquelas letras, que iam virando palavras, pequenos textos, e no final de cada aula tomava a leitura dos alunos, como se fosse um “o que aprendi hoje”, então eu ficava encantada com o mundo da leitura e da escrita, cada vez mais, ia aprendo e gostando desse mundo, quando minha mãe me levava para passear ou mesmo acompanhá-la para resolver algo, eu não perdia tempo, lia todas as placas, indicações dentro do ônibus, cartazes, não me interessava o que era, somente queria ler. Já na quinta série eu tive a minha primeira experiência com a literatura pra valer, a professora recomendou o livro “A montanha encantada” de Maria José Dupré, li este livro umas dez vezes, por ali eu viajava dentro daquela montanha, sonhava, era o mundo perfeito de toda criança aventureira.



ELISABETE LUCHEZI MORI

                 O início das minhas histórias


A minha experiência com a leitura começou na primeira série do ensino fundamental. A minha primeira professora chamada Nilcéia foi a grande contadora de história, e deixou-me fascinada pelos contos de fadas. Ainda em fase de alfabetização, ela sempre lia um conto de fada em sala de aula para todos os alunos. Eu viajava nesse mundo fantástico das histórias e queria muito aprender a ler para poder lê-las sozinha, pois queria guardar na memória cada detalhe das histórias. Como iniciei meus estudos numa escola rural, não fiz jardim e nem o pré. Daí a vontade de aprender logo. Felizmente, após alguns meses, percebia que estava conseguindo, ainda que vagarosamente, ler e compreender os trechinhos das historinhas e cantigas apresentadas pela professora, grande era minha alegria! Ao chegar o final daquele ano, a professora escolheu a história "Chapeuzinho Vermelho" para ensaiarmos e apresentarmos para os outros alunos da escola (havia mais duas salas de aula, além da minha), fui escolhida para ser a Chapeuzinho e guardo às lembranças dessa apresentação até hoje, lembro-me dos meus amigos, do local exato onde apresentamos para todos, os pais que tiveram a oportunidade de assistir, enfim, a leitura vivenciada dentro da sala de aula transformou-se em algo muito maior, lembranças e aprendizagens inesquecíveis. A partir do despertar para a leitura, os anos seguintes de estudo foram de intensas descobertas. Os livros de aventura "A Ilha Perdida", "Os Barcos de Papel" e outros, foram sendo lidos e prestigiados também, graças ao incentivo de muitos outros professores.


Tive bastantes momentos bons de escrita, porém, um desses momentos aconteceu, graças a uma professora de psicologia da faculdade, Adriana. Ela propôs um trabalho de escrita sobre "o livro da vida", nesse projeto que duraria o ano todo, nós, alunos, teríamos que escrever sobre a nossa vida, conhecer e relatar a vida de nossos pais, avós e familiares. Esse trabalho ajudou-me a compreender a importância das pessoas que temos ao nosso lado, e ao mesmo tempo, possibilitou-me ouvir grandes e surpreendentes relatos que não teria conhecido e muito menos vivenciado. Através da atenção a esses relatos, consegui escrever e enriquecer de detalhes o meu livro da vida, portanto, a escrita é sempre construída através de experiências de leituras, sejam elas feitas em livros ou realizadas no dia a dia da própria vida compartilhada.